Alexandra Ungern
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Vanitas Vanitatum - <a rel=
Vanitas Vanitatum


“Meu trabalho nasceu estreitamente ligado a um interesse pela degeneração, o envelhecimento, a passagem da vida e a morte. Comecei com o registro fotográfico de verduras do momento em que se encontravam frescas até a sua decomposição – exercício que se tornou, ele mesmo, um trabalho, a tal ponto do mofo, ou fungo, virar o ator principal das obras. Atrai-me a idéia do fungo como a continuação de uma vida que está terminando. O termo em latim “vanitas” carrega consigo o espírito da máxima bíblica “vanitas vanitatum omnia vanitas” (Ecc. 1:2) que, de modo literal, significa “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” – e na tradução do poeta Haroldo de Campos, pode-se ler: “névoa de nadas / tudo névoa-nada”. Além da questão da transitoriedade e fugacidade da vida, faz-se presente aqui a idéia de quanto os prazeres terrenos seriam vãos diante da passagem do tempo. Na arte, as Vanitas são expressões artísticas que traduzem simbolicamente nossa relação com a morte e, simultaneamente, colocam em questão o valor das necessidades terrenas frente à evidência da mortalidade.
Memento Mori
Untitled
 OF  15
© Alexandra Ungern.  FolioLink © Kodexio ™ 2019
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